Centro da cidade será a primeira região a ter o mobiliário urbano revisto e padronizado


Fradinhos em excesso, jardineiras colocadas sem critério por comerciantes ou moradores e placas de sinalização de ruas com erros de grafia estão com os dias contados no Centro do Rio. O bairro foi escolhido pela prefeitura para um projeto piloto de conservação da cidade que terá início em janeiro e não vai se limitar a reparar o que está quebrado ou desgastado. A proposta é racionalizar e padronizar o mobiliário urbano, respeitando as características urbanísticas, históricas e culturais de cada região, a exemplo do que já acontece hoje nas áreas do Rio Cidade. A ideia é estender o projeto para outros bairros, em data a ser decidida.

O programa é desenvolvido em conjunto entre a Secretaria municipal de Conservação (Seconcerva) e o Centro de Arquitetura e Urbanismo (CAU). Na Avenida Presidente Vargas, apenas no trecho no entorno da Igreja da Candelária (entre a Avenida Rio Branco e a Casa França Brasil), as calçadas contam com 338 fradinhos, de cinco modelos e tamanhos diferentes, feitos de concreto ou ferro. O novo padrão válido para a calçada será um fradinho de ferro, igual aos existentes nas ciclovias. A quantidade também foi considerada excessiva. Dos 338, 214 serão removidos e apenas 124, mantidos.
A proposta da secretaria é elogiada por especialistas. Mas o ex-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e superintendente do Iphan-RJ, Carlos Fernando de Andrade, sugere que as intervenções sejam mais amplas. Para isso, propõe que outros órgãos participem do programa, como as secretarias de Transportes e de Fazenda.

Créditos ao O Globo

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