Itzhak Perlman e Balé Nacional da China mostram sua arte no Theatro Municipal do Rio

O violinista israelense Itzhak Perlman, um dos maiores nomes de sua geração, faz única apresentação dia 15 de novembro, às 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura. Lenda viva do mundo da música clássica e solista de renomada carreira internacional, Perlman já se apresentou ao lado dos maiores nomes eruditos e traz em seu currículo concertos importantes, como a posse do Presidente Barack Obama e o jantar oferecido pelo presidente George W. Bush para a Rainha da Inglaterra e o Duque de Edinburgo.

Como maestro, o músico é constantemente requisitado pelas principais orquestras do mundo, tendo comandado as Filarmônicas de Berlim, Londres e Israel, entres outras. O concerto no Theatro Municipal do Rio contará com a participação especial do pianista Rohan de Silva.

Balé Nacional da China

Pela primeira vez no Brasil, a mais importante e tradicional companhia de dança chinesa, O Balé Nacional da China, está realizando, neste mês, uma turnê por seis cidades brasileiras e se apresenta, entre 17 a 21 de novembro, no Theatro Municipal, trazendo na bagagem o célebre balé “Lanternas Vermelhas”, dirigido pelo cineasta Zhang Yimou, que levou a mesma história também para o cinema.

O espetáculo tem coreografia de Wang Xkinpeng, música de Chen Qigan e destaca-se pelo inovador conceito de iluminação e por suas soluções cênicas, que parecem levar o espectador para dentro de uma cena de cinema, como também pelos maravilhosos figurinos e pela perfeição técnica dos solistas e corpo de baile.

A ação do espetáculo se desenrola nos anos 1930. Uma jovem é forçada a tornar-se a terceira esposa de um velho senhor feudal. Suas duas enciumadas esposas a recebem com relutância. O quarteto passa o tempo jogando “mahjong” e assistindo em casa aos espetáculos da Ópera de Pequim. O senhor e suas três esposas levam o jogo ao extremo de interagirem com os atores. Em meio às performances, a terceira esposa acaba se deparando com seu amante, um especialista em artes marciais do elenco da Ópera.

Mas o segredo do casal é descoberto pela segunda esposa, que os denuncia ao marido. Para sua surpresa, ao invés de cair em suas graças, ela só consegue enfurecer seu amo e acaba por enlouquecer. No final, a estrutura da tensa família feudal, colocada em xeque, acaba por se esfacelar em um banho de sangue.

A Companhia

O Balé Nacional da China foi fundado em 1959 e é a única companhia de dança estatal do país. Desde a sua criação, a proposta era preservar a tradição da dança chinesa e incorporar ao repertório as grandes obras do balé romântico ocidental. Dessa forma , eles apresentaram Dom Quixote, Romeu e Julieta e A Bela Adormecida.

A companhia chinesa vem apostando cada vez mais em criações contemporâneas dos mais diversos estilos e escolas. Incorporando a técnica do balé clássico, a companhia conseguiu retratar, através de seus passos, a vida e a cultura do país.

Esse revigoramento da dança se deu, em grande parte, pela colaboração fundamental de artistas veteranos como Dai Ailian, Zhao Feng, Li Cheng Xiang e Jiang Zuhui, responsáveis por espetáculos vitoriosos como O Destacamento Vermelho Feminino, O Sacrifício de Ano Novo e Lin Daiyu. Tudo isto sob o comando de Zhao Ruheng, atual diretor da companhia, responsável pela introdução de novas produções bem recebidas pelo público.

Os bailarinos do Balé Nacional da China são oriundos da Academia de Dança de Beijing, onde recebem uma sólida formação artística, trabalhando todas as técnicas do balé clássico do famoso método da Academia Vaganova, de S. Petersburgo - berço também das estrelas do mítico Kirov Ballet - e aprofundando seu conhecimento da rica tradição da arte chinesa.

Zhang Yimou - O Diretor

Zhang Yimou é um dos mais conhecidos nomes da nova geração de diretores do cinema chinês e estreou como diretor em 1987, com o filme “Red Sorghum”. Um dos temas recorrentes de Zhang é a celebração e as festividades do povo chinês em face de dificuldades e adversidades. Suas obras são especialmente conhecidas por uso da cor, como pode ser visto em “Lanternas Vermelhas” ou em seus mais recentes sucessos “O Clã das Adagas Voadoras” e “Herói”. Dirigiu o belíssimo espetáculo de abertura das Olimpíadas de Pequim em 2008. Em 1988, ganhou o Festival de Berlim; em 1992 e 1999 levou para casa o Leão de Ouro do Festival de Veneza; em 1994 foi laureado com o grande prêmio do júri no Festival de Cannes; já recebeu três indicações para o Oscar, inclusive por “Lanternas Vermelhas”.

Depois de se apresentar no Rio de Janeiro, a companhia segue para espetáculos em Brasília (Teatro Nacional, dias 24 e 25/11) e Belo Horizonte (Palácio das Artes, dias 27 e 28/11).

Serviço:

Balet Nacional da China / Horários:

Dias 17/11 a 19/11 – 20h ; 20/11 – 21h e no dia 21/11 – 16h.

Créditos à SEC-RJ

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