EGP-Rio aprimora metodologia para projetos sociais do PAC 2

Rio de Janeiro

Aprimorar a metodologia de um trabalho pioneiro, que vem produzindo bons resultados. Esta foi a proposta do Seminário do PAC Social, realizado pelo EGP-Rio e voltado para gestores públicos e técnicos envolvidos com as ações sociais em comunidades favorecidas pelas obras de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - trabalho realizado atualmente nas comunidades do Alemão, Rocinha e Manguinhos.

O encontro contou com a participação do secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Ricardo Henriques, e do coordenador-geral do EGP-Rio, José Cândido Muricy, além do representante da Caixa Paulo Magalhães e dos analistas técnico-sociais Maria Emilia Cordeiro e Gabriel Vasconcellos.

O objetivo é formatar os projetos sociais do PAC 2, que começam no próximo ano, já com os novos parâmetros metodológicos. Um dos pontos incluídos é a necessidade de realização de um diagnóstico social prévio das comunidades beneficiadas, com levantamento do perfil socioeconômico, equipamentos existentes e índices de escolaridade, saúde, infraestrutura, transporte, etc.

Será feito também um mapeamento de ações sociais já realizadas no território por outras áreas do governo estadual. A intenção é evitar duplicidade de projetos e potencializar os recursos investidos.

- Vamos reforçar ações já existentes, se necessário - afirma Muricy. - Neste caso, faremos parcerias com os órgãos que executam os projetos naquela comunidade e com o trabalho social das UPPs em áreas já existentes.

A medição do projeto passará a ser feita por produto, e não mais por um conjunto mensal de ações, como é atualmente. - Esta mudança permite mensurar com mais eficiência os resultados do trabalho em cada etapa, com começo, meio e fim - explica.

Serão também definidos, na etapa de entrada no território, os indicadores a serem medidos de forma a comprovar a eficácia das ações e propostas de cada comunidade.

Sobre o PAC Social

Com investimentos que somam R$ 35,5 milhões, o PAC Social é coordenado diretamente pela Secretaria de Estado da Casa Civil, por meio do Escritório de Gerenciamento de Projetos (EGP-Rio), e tem os seguintes objetivos:

• Minimizar os impactos negativos ao cotidiano das comunidades beneficiadas pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (diminuição de espaços de locomoção, fechamento de ruas, demolição de construções, etc) e maximizar os impactos positivos (como as entregas dos novos equipamentos e serviços);

• Gerar oportunidades de trabalho e renda para a comunidade local, inclusive com a contratação de profissionais da comunidade nas obras e no trabalho social;

• Sensibilizar atores locais para fortalecer a integração e melhor desenvolvimento dos projetos;

• Desenvolver ações para o fortalecimento da organização comunitária; • Implantação de um Canteiro Social local para estruturação e formação dos espaços de diálogo social e mediação;

• Elaboração de um Projeto de Mobilização e Participação Comunitária, de forma a garantir o envolvimento das comunidades em todo o processo.

Entre os projetos implementados pelo PAC Social estão os Censos Domiciliar e Empresarial das comunidades do Alemão, Rocinha e Manguinhos; o Cabine Escola - que visa familiarizar os moradores do Complexo do Alemão com o uso do teleférico -; os Módulos de Integração - oficinas que orientam os contemplados com novas unidades habitacionais a organizar os seus condomínios e as Oficinas do Imaginário, atividades lúdicas que refletem os desejos da comunidade em relação ao seu território, entre outros.

Créditos à EGP-Rio

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