Prefeitura do Rio apresenta projeto do Museu do Amanhã na Zona Portuária

O prefeito Eduardo Paes e o arquiteto espanhol Santiago Calatrava apresentaram nesta segunda-feira, dia 21, no Armazém 2 do Cais do Porto, o projeto arquitetônico do Museu do Amanhã, que será construído na Zona Portuária do Rio e está inserido no Projeto Porto Maravilha. Fruto de parceria entre a Prefeitura do Rio e a Fundação Roberto Marinho, a obra tem custo estimado de R$ 130 milhões e início previsto para o início de 2011.

Durante a cerimônia, todos puderam conhecer uma maquete detalhada do museu e saber a respeito das transformações que o equipamento cultural vai proporcionar à região portuária. A apresentação foi acompanhada pelo presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, o secretário municipal de Desenvolvimento, Felipe Goes (que também preside o Instituto Pereira Passos), e a secretária estadual de Cultura, Adriana Rattes.

O prefeito do Rio afirmou que a construção do museu, que será erguido no Píer Mauá, é a "âncora forte" que simboliza a revitalização da Zona Portuária:

- É um projeto futurista, que constrói o amanhã ao mesmo tempo em que resgata nosso passado. Posso dizer que sua criação sintetiza o que desejamos para o futuro de nossa cidade: a superação de desafios - disse Eduardo Paes.

O prefeito também apontou a parceria com diversos órgãos e entidades como fator principal para a efetivação do projeto:

- Tenho convicção de que estamos acertando. Juntamos as mais diversas cabeças do Rio de Janeiro nessa parceria. Buscamos unir as partes para que pudessem dialogar. Houve debates com arquitetos, com o Iphan e diversas pessoas que contribuíram muito para a concretização desse projeto.

Santiago Calatrava encantou a todos ao detalhar, através de desenhos produzidos na hora, cada pavimento do museu e de que maneira sua construção pretende favorecer as belezas naturais do Rio de Janeiro.

- É um desafio enorme intervir em uma cidade que já conta com um patrimônio natural incrível. Este é, sem dúvida, o projeto de museu mais importante de toda a minha carreira - afirmou Calatrava, acrescentando que pretende dar "um novo sentido à Zona Portuária".

O Museu do Amanhã terá uma área de 12,5 mil metros quadrados. Vai abrigar um espaço de gestão de conhecimento, por meio do Observatório do Amanhã - um fórum permanente para a disseminação de informações atualizadas sobre os temas tratados no Museu. Além disso, haverá salas para exposições temporárias, um auditório, salas de pesquisa e ações educativas, auditório, café, restaurante e um belvedere para contemplação da vista.

Sua arquitetura pretende respeitar a temática da sustentabilidade, seguindo um estilo de construção favorável ao meio ambiente, através da utilização de recursos naturais do local, como a água da baía, para diminuir a temperatura do interior; da luz solar e da ventilação natural.

- Será um edifício auto-suficiente do ponto de vista energético e com o menor impacto ambiental possível - explicou Calatrava.

O presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, disse que o Museu do Amanhã será altamente educativo, no sentido de que as pessoas saibam que o futuro "pode ser moldado", segundo ele, para o lado positivo.

Após décadas de abandono e degradação, a Zona Portuária está no centro da política urbanística da Prefeitura do Rio. Suas principais vias já começaram a receber obras de infraestrutura e já foram desenvolvidos projetos de restauração para os antigos casarios. O secretário de Desenvolvimento, Felipe Góes, enalteceu a importância do museu como sede de grandes eventos e destacou as principais benfeitorias do projeto Porto Maravilha para a cidade.

- É um projeto absolutamente estratégico para o futuro de nossa cidade. Resgatar a região portuária é resgatar o Centro do Rio de Janeiro. Por isso, estamos trabalhando de forma intensa desde o início do governo, em obras de infraestrutura urbana na Saúde, no Morro da Conceição, além do Museu do Amanhã, da Escola do Olhar e o Museu de Arte do Rio - disse Góes.

A curadoria do Museu do Amanhã será de Luiz Alberto de Oliveira, físico e doutor em Cosmologia, e Leonel Kaz, curador do Museu do Futebol e do MAR - Museu de Arte do Rio, além de ser professor de Cultura Brasileira na PUC-RJ. Para dar suporte à curadoria, há um comitê coordenado por Andrea Margit e Jarbas Mantovanini, gerentes de Meio Ambiente e de Comunicação da Fundação Roberto Marinho, respectivamente.


Santiago Calatrava

Considerado um dos maiores arquitetos da atualidade, assina projetos de relevância internacional, como o Museu de Arte de Milwaukee (Estados Unidos); a Estação do Oriente (Lisboa, Portugal); o Complexo Olímpico de Atenas (Grécia); e a Estação Ferroviária do Aeroporto de Lyon (França).

Calatrava também foi um dos arquitetos responsáveis pela revitalização do porto de Buenos Aires (é de sua autoria a Puente de la Mujer) e da cidade de Barcelona, na Espanha. Lá, destaca-se pela Torre de Montjuïc.

Além de colecionar prêmios como arquiteto, Santiago Calatrava foi nomeado, em 1993, pelo Fórum Econômico de Davos, na Suíça, "Líder Global do Amanhã" e, em 2005, foi eleito uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela Time Magazine.


Créditos ao Portal da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro

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