Hospital da Mulher garante saúde de mães e bebês

Créditos à Charline Fonseca, do Núcleo Intranet

Padecer no paraíso nem sempre é realidade para as mães, mesmo porque muitas delas encontram as primeiras dificuldades antes mesmo da chegada de seus filhos. Mas há um mês, gestantes de todo o estado contam com serviço específico para gestação de alto risco no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Um dos mais completos centros maternos e neonatais do Rio de Janeiro, com equipamentos de última geração e profissionais capacitados diariamente, o centro é referência no atendimento da gravidez de média e alta complexidade. Pacientes com pressão alta, diabetes ou problemas de tireóide e coração são encaminhadas por postos de saúde e hospitais públicos, por meio da Central de Regulação do Estado, que agenda as consultas no hospital.

Além de acompanhamento integral no período gestacional, desde o pré-natal até o puerpério (período pós-parto), as futuras mães contam com estrutura neonatal completa, lactário, serviço ambulatorial de Ginecologia, Mastologia, Diagnóstico por imagem, Cardiologia, Endocrinologia e Odontologia, além de consultas de Serviço Social, Psicologia e Fonoaudiologia. Mulheres vítimas de violência sexual e doméstica e adolescentes grávidas, a partir de 12 anos, também têm setores exclusivos.

- Oferecemos exames de mastologia, mamografia, ultrassonografia, entre outros, para monitorar o quadro completo da gestante. O Serviço Social detecta as condições de vida da mãe e da família, orientando sobre problemas que possam intervir diretamente no tratamento do bebê. Mulheres com contra-indicação absoluta de gestação futura - por risco de óbito, má formação fetal ou parto muito prematuro - são encaminhadas para o Planejamento Familiar, responsável pelo esclarecimento sobre métodos contraceptivos. Se necessário, realizamos alguns procedimentos, como a laqueadura tubária, desde que a paciente se encaixe no perfil estabelecido pelo Ministério da Saúde – afirma a diretora médica do Hospital da Mulher, a pediatra intensivista Nilene Alvim.

O hospital também é equipado com Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) neonatal, que acolhe bebês em estágio de cuidados intensivos; Unidade Intermediária (UI), em casos de média gravidade; UTI da Mulher, para atender às gestantes em estado grave e Fonoaudiologia, para ensinar às parturientes a melhor forma de amamentar e estimular a liberação do leite e acompanhar a sucção das crianças. As mães recebem kits com produtos de higiene e cuidados pessoais durante a internação, e os bebês ganham roupas, babador, fraldas descartáveis e de pano, toalha de banho e pacote de lenços umedecidos.

Hospital da Mulher

A novidade fica por conta da Casa da Mãe, com capacidade para 15 parturientes que já receberam alta, mas cujos filhos ainda necessitam de internação. A infraestrutura é a mesma de uma casa, com quartos, lavanderia e cozinha, além de acesso ao sistema de câmeras que monitora os recém-nascidos 24h por dia através de um circuito fechado de TV, fora dos horários de visita.

- As mães que moram longe e não têm condições de visitar o bebê, por dificuldade de transporte ou distância, têm direito ao alojamento na Casa da Mãe. Depois que recebe a alta, ela volta para uma consulta de follow up, para que o médico avalie a evolução do quadro, encaminhando ou transferindo o paciente para uma unidade hospitalar mais próxima ao município de origem em casos de necessidade de continuidade do tratamento – explica a médica.

Criada a partir de avaliações técnicas e estudos que apontavam a necessidade de uma unidade de saúde de alta complexidade, exclusiva para a mulher, a maternidade já tem apresentado bons resultados.

– Apesar de estar funcionando desde março, já percebemos um impacto positivo na sociedade. A taxa relativa a complicações como óbito é muito baixa, e os indicadores neonatais são favoráveis, com tempo reduzido de internação e tratamento, mostrando que conseguimos controlar as patologias de forma adequada sem intercorrências graves. Nosso objetivo é garantir um atendimento global à gestante. A população só tem a ganhar – conclui Nilene.

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