O Rio está na crista da onda


Se grandes metrópoles saíram da crise de 2008 arrasadas pela ‘tsunami’, o Rio de Janeiro surfou na onda. No ranking de dinamismo econômico com 150 cidades de todo mundo, o Rio saltou da 100ª posição, em 1993, para a 10ª, em 2010, desbancando, entre outras, gigantes como Nova York e Madri, como mostrou ontem a coluna de André Urani em O DIA.

Investimentos na Copa do Mundo e Olimpíada, além do pré-sal, são apontados como fatores do sucesso. Urani destaca ainda as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a vinda da Companhia Siderúrgica do Atlântico para Santa Cruz, em 2008, e a retomada do setor imobiliário e da indústria têxtil de São Cristóvão.

Segundo Guilherme Mercês, gerente de estudos econômicos da Firjan, as indústrias aumentaram a capacidade produtiva, importando máquinas por causa do dólar baixo. Ele lembra que construção civil e siderurgia são áreas aquecidas, isso sem falar dos investimentos externos por conta dos eventos: “O Rio será a principal cidade brasileira dos próximos anos. Podemos esperar mais empregos para 2011”.

A pesquisa Global Metro Monitor, da London School of Economics e Brookings Institution, analisou geração de emprego e aumento de renda antes (1993-2007), durante (2007-2009) e depois da crise (2009-2010).

Em meio à recessão, foram criados 70 mil empregos no estado. Para este ano, a previsão é de 80 mil só na capital. Enquanto a taxa de desemprego no País é de 6,1% (outubro), no Rio gira em torno de 5% e na Espanha é de 20%.

O prefeito Eduardo Paes destacou a união das três esferas de governo e obras como os corredores viários e a revitalização do Porto. Para ele, a Olimpíada deu visibilidade internacional e atraiu investimentos: “A cidade está no caminho para ser uma das melhores do planeta para viver e trabalhar”. O secretário de Desenvolvimento, Felipe Góes, não acredita que o Rio sofra como Dubai (em 1993 estava no 2º lugar e caiu para o penúltimo), já que se apoia em setores com perspectiva, como Petróleo e Gás, Turismo e Indústria Criativa.

Créditos ao O Dia

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