Apoio à criação de RPPN do Estado do Rio é apresentado em congresso na Guatemala

O Programa de Apoio à criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) do Estado do Rio, desenvolvido pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão executivo da Secretaria do Ambiente, será tema de artigo apresentado no IX Congresso Interamericano de Conservação em Terras Privadas, que acontece de 15 a 18 deste mês, na Guatemala. Desde 2008 foram criadas 27 reservas em território fluminense, que totalizam 1.286 hectares de área de Mata Atlântica sob proteção integral.

As reservas particulares são unidades de conservação situadas em terras privadas, reconhecidas pelos órgãos ambientais, que permitem atividades recreativas, de educação ambiental e pesquisa científica. Além de incentivar a criação dessas unidades, que hoje se distribuem por 12 municípios, com destaque para Nova Friburgo e Silva Jardim, o Inea também incentiva a integração das RPPN nos mosaicos de unidades de conservação, formados por parques, áreas de proteção ambiental e reservas estaduais, federais e municipais.

É o caso de 13 RPPN estaduais que integram o Mosaico de Unidades de Conservação Mico-Leão-Dourado, que está em processo de reconhecimento oficial e é o tema do trabalho apresentado na Guatemala. A apresentação será feita pela chefe do Núcleo de RPPN da Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Inea, Roberta Guagliardi, que assina o trabalho com a assessora para assuntos de Mosaico do Inea, Manuela Tambellini. O mosaico, com oito municípios e 21 unidades de conservação, atua de forma integrada para, entre outros objetivos, proteger o mico-leão dourado, espécie endêmica da Mata Atlântica e ameaçada de extinção.

- A atuação das RPPN em um modelo de gestão integrada contribui de forma efetiva para a formação de corredores de biodiversidade, que unem os fragmentos de Mata Atlântica e garantem maior conservação das espécies – disse Roberta Guagliardi.

O trabalho do Inea se estende também às prefeituras. No dia 8 de novembro, um seminário realizado em conjunto com a Associação Mico-Leão-Dourado e o Instituto BioAtlântica, em Casimiro de Abreu, reuniu representantes de nove municípios, que foram orientados sobre os benefícios da criação de RPPN, inclusive para o cálculo do ICMS Ecológico, o qual leva em consideração critérios ambientais para o repasse aos municípios.

Créditos à Ascomd o Inea

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